quinta-feira, 31 de março de 2011

Mergulhados em Azul

Depois de pintarmos o mar dentro de nós, pintamo-lo no papel. Mergulhamos e ficamos impregnados dele!

Quem disse que não se pode trazer o mar para dentro da sala?!



terça-feira, 29 de março de 2011

Livros Cheios de Horizontes


Acho que nunca contei aqui que na sala de aula para além dos meninos, de mim, da Joana e da Manuela, convivem connosco diariamente dois peixes, a Laranjinha e o Tangerina.

Já perceberam que se trata de um peixe e de uma peixa. O Rafael, que é o responsável pela vinda dos peixes para a sala, fez questão de deixar bem claro que eles eram namorados e que iam ter filhos.

Talvez na impossibilidade de descobrirem o sexo dos peixes, os meninos decidiram que o peixe maior seria o Tangerina e o mais pequeno a Laranjinha. Para esta decisão alegaram que os Pais são maiores que as Mães. A Raquel oportuna, impediu a minha intervenção quando disse, que a Mãe dela era” mais grande” que o Pai! Claro que os meninos se referiam à altura dos Pais e não a outro tipo de grandezas…

Voltando à história dos nossos peixes, posso dizer que moram numa bela casa. Quem olha de fora pode acha-la pequena, mas tem sofás de conchas e uma árvore para que sempre que lhes apeteça, o Tangerina e a Laranjinha possam subir e ver melhor o que fazem os meninos!

Os meninos acham que os seus peixes também gostam de subir às árvores!

Ora um destes dias, o Afonso olhava atentamente o aquário e disse:

-Os peixes estão a dar beijinhos!

Num ápice todos os olhos estavam postos nos peixes!

-Vocês fizeram barulho e eles não gostam. Continuou o Afonso.

- Eles não gostam que os vejam. Disse a Bruna. Namoram melhor sozinhos!

-Eles nem podem sair de casa para namorar. Agora era o Gonçalo que falava. Se fosse no mar namoravam mais contentes, podiam ir a mais sítios.

Fiquei a pensar que um dos meninos, já tinha descoberto que os aquários e os “peixanários” eram perfeitamente desnecessários!

Que apesar de gostarmos da companhia dos nossos peixinhos, ninguém é feliz numa fatia de água!

Num instantinho os meninos levantaram uma serie de questões que importava resolver:

-Os peixes namoram? Se sim, como?

- Será que são felizes dentro do aquário?

- Será que sabem que gostamos deles?

- O que farão todo o tempo dentro do aquário além de dar voltinhas?

-Serão felizes?

Lembrei-me que na biblioteca tínhamos um livro que ajudaria a encontrar respostas para todas as perguntas colocadas. A história que contava era até parecida com a dos nossos peixes.

Li a história do” Peixe Baltazar”.

O conto foi escrito por, Manuel J. Marmelo e Jorge Afonso Marmelo e quem fez os desenhos (como dizem os meninos), foi Joana Quental.

O livro é um livro cheio de horizontes, como deve ser um bom livro. Além de respostas para algumas das perguntas, faz-nos perguntar mais, pensar em coisas que nunca tínhamos pensado antes e já se sabe, quando começamos a brincar a pensar nunca mais terminamos, porque cada resposta que encontramos leva a outra e outra e mais outra pergunta e as nossas e as perguntas deste livro vão dar pano para mangas!

Porque aqui na sala quando gostamos muito de um livro, volta que volta, voltamos a ele!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Farta de Voar



Não sabia explicar o que lhe estava a acontecer, acordara sem vontade nenhuma de voar!
Pode parecer esquisito, ela era afinal uma gaivota, e toda a gente sabe que as gaivotas têm asas e voam! E ela até era daquelas gaivotas que só descem das nuvens quando tinha mesmo que ser! Mas hoje decidira que não voaria! Estava cansada de fazer sempre a mesma coisa!
Hoje ficaria na praia ou melhor, acabara de ter uma ideia!
Ficar na praia também era uma coisa que costumava fazer muitas vezes e hoje decidira que não seria gaivota… por isso, não voaria nem andarilharia pela praia. Hoje mergulharia no mar imenso. Apetecia-lhe descobrir se no fundo do mar também já era Primavera. Mergulharia nas águas rumo aos jardins do mar, quem sabe descobriria ainda uma gruta atapetada de algas macias e perfumadas …
Na praia" o vento ensinava o mar a voar!"

quinta-feira, 24 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Mar Dentro de Uma Galocha






Tinha prometido aos meninos que os levaria à praia, à minha praia!

E hoje, fizemos do mar a nossa casa, quer dizer, fizemos do mar a sala de aula!

Voltei à minha praia para rever velhos amigos e passar o dia embrulhada na maresia com os meninos.

Pedi às minhas amigas, Elsa e Marina, biólogas do Centro De Ciência Viva de Vila do Conde que me ajudassem a preparar uma actividade para os meninos e claro, sabendo elas do meu fascínio pelas poças de maré sugeriram que os meninos pudessem também experimentar igualmente do fascínio e descobertas que a actividade permite.

O dia esteve excepcional, a Primavera esteve também na praia e os meninos estavam tão felizes! Pareciam gaivotinhas a correr pela areia, pela areia e pela água, pois foi delicioso vê-los entrar na água chapinar e está-se mesmo a ver, alguns foram mesmo a banhos. Já sei o que estão a pensar, que Professora irresponsável, deixar os meninos molharem-se, coitadinhos vão ficar todos constipados! A verdade é que eu coloco-me sempre no lugar dos meninos. Eu se fosse menino, não saía da praia sem me molhar e quem sabe faria como o Dinis, que se sentou na areia, descalçou as galochas e quando todos pensavam que ia molhar os pés, o pequeno encheu as galochas de água e disse que ia levar um bocadinho de mar para a mãe!

Foi um dia de tantas descobertas e emoções. Acho que os meninos nunca vão esquecer este dia. O dia em que viram os jardins do mar, em que aprenderam, plantas e animais marinhos, o dia em que os seus olhos viram tanto mar que à força de ser tanto tiveram de entorná-lo para a alma!

Adoro quando chegamos ao final do dia felizes e cheiinhos de Mar!

Obrigada, Professora Umbelina e meninos do Jardim de Infância de Facho (Vila Chã), pelo dia maravilhoso e inesquecível!

sábado, 19 de março de 2011

Dia do Pai, Ainda...

Um Beijo enorme para ELE!


video

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mentiras e Verdades em Escadas



“ (…)

Desde que nasci que todos me enganam,

em casa, na rua, na escola, no emprego, na igreja, no quartel,

com fogos de artifício e fatias de pão besuntadas com mel.

E o mais grave é que não me enganam com erros nem com falsidades

mas com profundas, autênticas verdades.”

António Gedeão

domingo, 13 de março de 2011

Flores de Inverno


Nunca me tinha ocorrido que as camélias eram apelidadas de, flores de Inverno. Bom, pelo menos o convite do Luís e da Graça, amigos do peito e das camélias, tão loucos por elas que percorrem o mundo a descobrir tudo o que lhes diga respeito, serviu para que sobre camélias aprendesse algumas coisas.

A exposição sobre camélias teve lugar na galeria de exposições da Biblioteca Almeida Garrett, sita nos jardins do Palácio de Cristal aqui no Porto este fim-de-semana.

Vários criadores de camélias de todo o mundo mostraram como conseguem cruzar espécies e criar flores que são verdadeiras obras de arte. Assim como de uma história se podem criar mil histórias, de uma flor podem nascer igualmente outras mil.

A ideia de misturar flores com livros agradou-me de sobremaneira.

Confesso que nunca tive grande jeito para jardinagem. Sei de pessoas em que as flores parecem nascer-lhes das mãos, como a minha Avó Emília. Nas mãos da Avó qualquer jardim se tornava numa verdadeira obra de arte. A Avó dizia que as flores gostam que falem com elas, mas será preciso saber a língua das flores, eu ainda não a aprendi. Quando falo com as flores cá de casa normalmente é para lhes pedir desculpa por me esquecer de as regar! Chego até a ficar com remorsos!

Mas sobre as camélias e todas as outras flores que invadem já a minha cidade num perfume morno de Primavera, digo que as prefiro nas árvores e nos jardins.

Tenho pra mim que a melhor maneira de oferecer flores a alguém ou a nós próprios é passeando a pé pela cidade, entrar nos seus jardins e desfrutar das cores e aromas que oferecem.