Foi a saudade do teu braço
e o olhar que já da luz me dói
trabalhei sem dar p´lo cansaço
horas extraordinárias, foi
um dia que passou num furacão
um furacão que se amainou, só
quando, à parte o amor
eu me vi só
atirando amoeda ao ar
diz-me que cara ou coroa
eu vou ganhar
diz-me quanto eu fiz bem
em me apostar
e que bem fiz em ter por necessárias
as horas extraordinárias
E assim que volto ao meu lugar
reencontro com dor e com prazer
o coração que fiz falar
à máquina de escrever, a ver
ela a dar corda à máquina de amar
e um coração a se amainar, só
quando à parte o amor
eu me vi só
atirando a moeda ao ar
diz-me que cara ou coroa
eu vou ganhar
diz-me quanto eu fiz bem
em me apostar
e que bem fiz em ter por necessárias
as horas extraordinárias
Pelas canções de LLuís
LLach, já confessei aqui o meu amor de perdição. Atrevo-me até a dizer que dos
cantautores de que gosto para mim é aquele que melhor canta a ternura.
Procurei há dias esta
canção porque queria partilhá-la com uma amiga especial que acabara de perder
alguém muito querido. Não cheguei a enviar-lha…
Dizia-me ela, que o
mais terrível de tudo quando perdemos alguém, é ficar com a sensação que não
fizemos nem dissemos, quase nada do que queríamos ou devíamos!
Se calhar nem
precisamos de dizer ou fazer nada, porque aos que amamos,
“Simplesmente temos de
deixar que nos deixem
E ter um ninho na nossa
árvore com uma nuvem bem branca pousada num dos ramos…”
Para o caso de
voltarem, ou não…
Considero esta canção
um verdadeiro tratado sobre ternura e porque também quero dizer aqueles que
amo, “ que para eles sempre terei um ninho na minha árvore, e uma nuvem branca
presa num dos ramos”, vou partilhá-la aqui.
Un núvol blanc
Senzillament
se'n va la vida, i arriba
com un cabdell que el vent desfila, i fina.
Som actors a voltes, espectadors a voltes,
senzillament i com si res, la vida ens dóna i pren paper.
Serenament quan ve l'onada, acaba,
i potser, en el deixar-se vèncer, comença.
La platja enamorada
no sap l'espera llarga
i obre els braços no fos cas, l'onada avui volgués queda's.
Així només, em deixo que tu em
deixis;
només així, et deixo que ara em deixis.
Jo tinc, per a tu, un niu en el meu arbre
i un núvol blanc, penjat d'alguna branca.
Molt blanca...
Sovint és quan el sol declina que el
mires.
Ell, pesarós, sap que, si minva, l'estimes.
Arribem tard a voltes
sense saber que a voltes
el fràgil art d'un gest senzill, podria dir-te que...
Només així, em deixo que tu em
deixis;
així només, et deixo que ara em deixis.
Jo tinc, per a tu, un niu en el meu arbre
i un núvol blanc, penjat d'alguna branca.
Molt blanc...
Sencillamente nuestra vida se aleja
como una rueca se deshila, termina.
Actores unas veces espectadores siempre
sencillamente y sin saber
la vida quita y da papel
Serenamente hay una ola que acaba,
quiza en dejarte que te venza comienza.
La playa enamorada no gusta esperas largas
y abre los brazos hacia ti porque se puede arrepentir.
Asi sin mas me dejo que me dejes
sin mas asi te dejo que me dejes
hice por ti un nido aqui en mi arbol
y una nube blanca colgada de una rama
muy blanca muy blanca
A veces cuando el sol declina lo miras
sabe y le pesa que sin lengua lo estimas
llegamos tarde a veces sin conocer que a veces
con un sencillo gesto al fin podría decirte que
sin mas asi me dejo que me dejes
sin mas asi me dejo que me dejes
hice por ti un nido aqui en mi arbol
y una nube blanca colgada de una rama
muy blanca
Te han sitiado corazón y esperan tu renuncia,
los únicos vencidos corazón, son los que no luchan
no los dejes corazón que maten la alegría,
remienda con un sueño corazón, tus alas malheridas
No te entregues corazón libre, no te entregues
no te entregues corazón libre, no te entregues
Y recuerda corazón, la infancia sin fronteras,
el tacto de la vida corazón, carne de primaveras,
se equivocan corazón, con frágiles cadenas,
más viento que raíces, corazón, destrózalas y vuela
No los oigas corazón, que sus voces no te aturdan,
serás cómplice y esclavo corazón, si es que los escuchas
Adelante corazón, sin miedo a la derrota,
durar, no es estar vivo corazón, vivir es otra cosa
Como na canção de Jobim...da praia, Teresa sou.
Mulher,Mãe,Educadora de Infância,de criança em campo lavrado,de adolescência em montanha subida, de adulta em cidade emparedada.
Marítima d'alma, quer em vento que se "alevanta", quer em onda mansa que se espraia.