domingo, 3 de junho de 2012

TEMPO PARA LER O MAR





Tinha até perdido a conta ao tempo que estava à janela olhando o mar.

O mar. Sempre o mar a levá-la para longe… os seus longes!

Desde pequena, quando não estava ainda autorizada a vagar sozinha pela praia que aprendera a abrir a janela, umas vezes para deixar entrar a maresia, outras para impregnar-se do seu perfume. E nas tardes em que a nortada cantava despenteando o mar e a areia, tentava igualar o voo das gaivotas soltando ao vento os cabelos e preparando a descida ao profundo das águas…

De volta à superfície aportava na sua ilha, ilha que só existia no mapa da imaginação e onde estendida na areia ficava como concha abandonada misturada com os véus de espuma tecidos pelas ondas.

Longe de tudo. Só ela e tanto mar para ler!

4 comentários:

Silvia Mota Lopes disse...

Teresa muito bonito o seu texto...parabéns!:)

Júlia disse...

Já tinha saudades de ler-te no mar!
Tão belo e intenso o que escreves que também eu me sinto impregnada de maresia!

Beijinho.

xn disse...

Olá querida amiga,
passei só para dizer olá e para dizer que gosto mesmo muito de ti!
Desculpa mas não tenho lido os teus textos, pois não tenho tido tempo de visitar os meus blogues preferidos.
No entanto, tenho a certeza que continuam fantásticos, pois tu escreves aquilo que és.
bjinhos grandes

Lídia Borges disse...

Ó mar é um livro imenso onde os poetas espalham os olhos para aprenderem a vida.

L.B.