Nunca me tinha ocorrido que as camélias eram apelidadas de, flores de Inverno. Bom, pelo menos o convite do Luís e da Graça, amigos do peito e das camélias, tão loucos por elas que percorrem o mundo a descobrir tudo o que lhes diga respeito, serviu para que sobre camélias aprendesse algumas coisas.
A exposição sobre camélias teve lugar na galeria de exposições da Biblioteca Almeida Garrett, sita nos jardins do Palácio de Cristal aqui no Porto este fim-de-semana.
Vários criadores de camélias de todo o mundo mostraram como conseguem cruzar espécies e criar flores que são verdadeiras obras de arte. Assim como de uma história se podem criar mil histórias, de uma flor podem nascer igualmente outras mil.
A ideia de misturar flores com livros agradou-me de sobremaneira.
Confesso que nunca tive grande jeito para jardinagem. Sei de pessoas em que as flores parecem nascer-lhes das mãos, como a minha Avó Emília. Nas mãos da Avó qualquer jardim se tornava numa verdadeira obra de arte. A Avó dizia que as flores gostam que falem com elas, mas será preciso saber a língua das flores, eu ainda não a aprendi. Quando falo com as flores cá de casa normalmente é para lhes pedir desculpa por me esquecer de as regar! Chego até a ficar com remorsos!
Mas sobre as camélias e todas as outras flores que invadem já a minha cidade num perfume morno de Primavera, digo que as prefiro nas árvores e nos jardins.
Tenho pra mim que a melhor maneira de oferecer flores a alguém ou a nós próprios é passeando a pé pela cidade, entrar nos seus jardins e desfrutar das cores e aromas que oferecem.


