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domingo, 31 de março de 2013

À ESPERA DE UM DIA DE SOL




Waiting on a sunny day

It's rainin' but there ain't a cloud in the sky
Musta been a tear from your eye
Everything'll be okay
Funny thought I felt a sweet summer breeze
Musta been you sighin' so deep
Don't worry we're gonna find a way

I'm waitin', waitin' on a sunny day
Gonna chase the clouds away
Waitin' on a sunny day

Without you I'm workin' with the rain fallin' down
Half a party in a one dog town
I need you to chase the blues away
Without you I'm a drummer girl that can't keep a beat
And ice cream truck on a deserted street
I hope that you're coming to stay

I'm waitin', waitin' on a sunny day
Gonna chase the clouds away
Waitin' on a sunny day

Hard times baby, well they come to tell us all
Sure as the tickin' of the clock on the wall
Sure as the turnin' of the night into day
Your smile girl, brings the mornin' light to my eyes
Lifts away the blues when I rise
I hope that you're coming to stay

Bruce Springsteen

sábado, 12 de janeiro de 2013

TUDO AZUL




Aqui em baixo é tudo azul
o arco-íris é azul
e é azul a chuva quando molha
a minha casa está no mar
no fundo bem fundo, azul
sem fronteiras a dividir corações


Aqui em baixo é tudo azul
o meu lugar é azul
em azul até dançam as areias
só se vê estrelas no mar
num silêncio todo azul
e mais as bolhas de ar que nos rodeiam


Quando o riso tiver cor
um reflexo de calor
como pássaro liberto no teu quarto
rio amarelo interior, ondas de sal e vapor
fazem desenhos na água do teu parto


Aqui em baixo é tudo azul
a lua veste de azul
anémonas são nossas caricaturas
E se a morte for azul
E dormir no fundo mar
onde os sonos nos confiam as lembranças


Aqui em baixo é tudo azul
o arco-íris é azul
e é azul a chuva quando molha


João Afonso


terça-feira, 24 de julho de 2012

CANÇÃO PARA LER


Tu penses à quoi

A la langueur du soir dans les trains du tiers monde ?
A la maladie louche ? Aux parfums de secours ?
A cette femme informe et qui pourtant s'inonde ?
Aux chagrins de la mer planqués au fond des cours ?
A l'avion malheureux qui cherche un champ de blé ?
A ce monde accroupi les yeux dans les étoiles ?
A ce mètre inventé pour mesurer les plaies ?
A ta joie démarrée quand je mets à la voile ?
A cette rouge gorge accrochée à ton flanc ?
Aux pierres de la mer lisses comme des cygnes ?
Au coquillage heureux et sa perle dedans
Qui n'attend que tes yeux pour leur faire des signes ?

Aux seins exténués de la chienne maman ?
Aux hommes muselés qui tirent sur la laisse ?
Aux biches dans les bois ? Au lièvre dans le vent ?
A l'aigle bienheureux ? A l'azur qu'il caresse ?
A l'imagination qui part demain matin ?
A la fille égrenant son rosaire à pilules ?
A ses mains mappemonde où tremble son destin ?
A l'horizon barré où ses rêves s'annulent ?
A ma voix sur le fil quand je cherche ta voix ?
A toi qui t'enfuyais quand j'allais te connaître ?
A tout ce que je sais et à ce que tu crois ?
A ce que je connais de toi sans te connaître ?

A ce temps relatif qui blanchit mes cheveux ?
A ces larmes perdues qui s'inventent des rides ?
A ces arbres datés où traînent des aveux ?
A ton ventre rempli et à l'horreur du vide ?
A la brume baissant son compteur sur ta vie ?
A la mort qui sommeille au bord de l'autoroute ?
A tes chagrins d'enfant dans les yeux des petits ?
A ton cœur mesuré qui bat coûte que coûte ?
A ta tête de mort qui pousse sous ta peau ?
A tes dents déjà mortes et qui rient dans la tombe ?
A cette absurdité de vivre pour la peau ?
A la peur qui te tient debout lorsque tout tombe ?

Tu penses à quoi ? dis, tu penses à qui ?

A moi ? des fois ? ...

Je t'aime



 Léo Ferré



quinta-feira, 19 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SALTANDO POR AÍ




Skipping

Didn’t have to ask you, just took my hand
Off we went skipping throughout the land
The sky was blue and the blood filled my head
Me and you skipping throughout the land

All of my life from beginning to end
What I remember is holding your hand
And all that I’ll cherish is that time that we’ve spent
Me and you skipping throughout the land

All the loves lost and the one that I found
You lifted my gaze up off of the ground
Forever we’ll talk and forever we’ll drown
In each other skipping around

Gravity pulls so many men down
The atmosphere breathes but not in this town
You took me away and you held me so proud
Skipping, skipping around

And all the king’s horses and all the king’s men
Could not keep me from holding your hand
When all that I wanted was something to protect
And all that I needed was your voice in my head
And all I remember from this life that I lived
Is me and you skipping throughout the land


Eddie Vedder

terça-feira, 27 de março de 2012

(DES) ARRUMAÇÕES

Algum dia teria de ser…

Não valia a pena adiar mais, teria de subir ao sótão para arrumar as “tralhas” que outrora tanto necessitara e que agora lhe atrapalhavam a vida!

Engraçados os humanos, atafulham a vida de coisas que rapidamente deixam de ser úteis e que tentam arrumar num qualquer sítio até que delas se consigam desprender um dia…

Pela parte que lhe tocava não conseguia desprender-se de nada. De todas as coisas que guardava sabia-lhes o lugar e a história.

Talvez fosse essa a razão por que adiava constantemente a subida ao sótão.

Assim que abria a porta e os seus olhos pousavam nas prateleiras e nas malas que o tempo empilhara era como se tudo aquilo de repente ganhasse uma luz própria, uma luz que lhe atravessava a alma.

Quase sem perceber como, já se achava nas mãos com o postal que o Avô lhe escrevera de Paris, onde lhe contava das maravilhas da cidade das luzes e dizia das saudades que ele e a Avó lhe tinham! E ali no baú dos brinquedos com a saia bordada a teias de aranha e pó do tempo, a boneca que fora sua confidente… E o seu caderninho! O caderno onde desenhava sonhos e esboçara os primeiros traços da vida…

Do fundo do baú parecia-lhe ainda ouvir os acordes de uma canção de Gardel,”El Dia Que Me Quieras”… Que a bailarina da caixa de música que a tia Lucy lhe tinha trazido de uma das suas viagens tentava dançar em pontas, mas que o mecanismo gasto e enferrujado já não permitiam. Não lembrava ao certo as vezes que adormecera ao som daquela melodia. Mas nunca conseguira esquecer da felicidade que sentiu no dia em que aprendeu a tocá-la no piano…

Coisas de um tempo que julgara longe…

Ali bem no canto estavam as ruínas da cadeira de baloiço que um dia pintara das cores do arco-íris com Ana. A sua Ana, ali sentada contando-lhe a sua história preferida…

Era uma vez, um Príncipe que vivia nas águas do rio e que em noites de lua cheia resolvia passear nas margens. Dizia-se que na esperança de encontrar uma Princesa que gostasse tanto do rio como ele…

Parece que o Príncipe ainda não encontrou a sua Princesa, por isso em noites de lua cheia os que acreditam em histórias encantadas conseguem ouvir os seus passos vagueando pelas margens.

E as histórias que ela conseguia ouvir só de olhar a cadeira…

Não sabia ao certo porque nunca tinha tido coragem de mandar arranjá-la. Sabia sim, porque adiava constantemente as subidas ao sótão…

É que nem sempre estava preparada para desarrumar a vida! Ou talvez hoje não fosse mesmo um bom dia para arrumações!


domingo, 26 de fevereiro de 2012

POEMA PERDIDO NO MAR


Al mar eché un poema
Que llevó con él mis preguntas y mi voz
Como un lento barco se perdió en la espuma

Le pedí que no diera la vuelta
Sin haber visto el altamar
Y en sueños hablar conmigo de lo que vio

Aún si no volviera
Yo sabría si llegó

Viajar la vida entera
Por la calma azul o en tormentas zozobrar
Poco importa el modo si algún puerto espera

Aguardé tanto tiempo el mensaje
Que olvidé volver al mar
Y así yo perdí aquel poema


Grité a los cielos todo mi rencor
Lo hallé por fin, pero escrito en la arena
Como una oración

El mar golpeó en mis venasY libró mi corazón