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terça-feira, 25 de outubro de 2011

SONHOS EM PACOTINHOS


Os sonhos de que falo nascem em pacotinhos de leite.
O leite que desde há muito tempo é distribuído diariamente nas escolas deste meu País e que parece ter os dias contados.

Leite que os professores sentem ser nalguns casos o único que alguns meninos bebem, uns por falta de autoridade e responsabilidade parental, outros porque o baixo rendimento das famílias não permite que o incluam na ementa.

Na escola todos sabem que dentro de cada pacotinho de leite além do líquido mágico que confere a quem o toma poderes especiais tais como; ossos fortes e “inquebráveis”, dentes sãos, muita energia e sorrisos…
Cada pacotinho ajuda a construir e a tornar realidade todos os sonhos que tivermos vontade de sonhar. Se sonharmos um castelo, uma casa, um barco de piratas estes podem surgir em pacotinhos de leite!

Os pacotinhos de leite são ainda utilizados para aprender matemática, inventar histórias, fazer instrumentos musicais, fantoches, cestinhas onde colocamos as castanhas do magusto as amêndoas na Páscoa ou os biscoitos que amassamos com ternura. 

Há coisas que não podemos fazer de conta que não existem que não nos dizem respeito. Mas felizmente que o sonho, a imaginação e a ternura não podem ser abolidas por decreto!


domingo, 5 de dezembro de 2010

HISTÓRIA...mal contada




História Mal Contada

Já se sabe que quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto. E mal não haveria em acrescentar vários pontos se não fosse de rigor histórico que falo.

Sempre que se fazem visitas com as crianças nós professores, contamos com a ajuda do serviço educativo dos locais que vamos visitar, sejam museus, castelos, parques, reservas naturais… O processo é simples, marca-se a visita, refere-se o número de alunos e faixa etária e o que se pretende visitar.

Normalmente são facultados pelo correio, ultimamente também electrónico, vários prospectos com informações que pouco ou nada acrescentam ao que já sabemos. Chegados ao local, aparecem uns rapazinhos e rapariguinhas muito simpáticos, mas geralmente com pouca fluência vocabular e o mais grave, cheios de incongruências históricas.


Sim, eu sei, são normalmente alunos estagiários a quem se paga menos, mas convenhamos que ninguém devia ser pago para dizer disparates e induzir as crianças em erro! Foi precisamente o que aconteceu com uma turma do quarto ano de uma escola que conheço. As crianças deslocaram-se a Guimarães onde visitaram o Castelo e o Paço dos Duques.


A visita decorreu normalmente ao que me foi contado. Já na sala de aula as crianças terão feito o registo escrito da visita sobrando para trabalho de casa fazer um desenho sobre a mesma. Ora para meu espanto, uma das alunas desenhou o Rei D. Afonso Henriques combatendo com uma espingarda. Apesar de ter visto a estátua do Rei com uma enorme espada a menina explicou que no Paço dos Duques havia várias espingardas que o guia garantiu terem pertencido a D. Afonso Henriques.

Ora também a mim me parece lógico que se havia espingardas que matavam mais e mais depressa, o primeiro Rei de Portugal devia ser muito estúpido, pois insistia em usar a sua pesada espada!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pequenas Coisas

Jose Manuel Serrat - Aquellas Pequeñas Cosas

Uno se cree
que las mató
el tiempo y la ausencia.
Pero su tren
vendió boleto
de ida y vuelta.

Son aquellas pequeñas cosas,
que nos dejó un tiempo de rosas
en un rincón,
en un papel
o en un cajón.

Como un ladrón
te acechan detrás
de la puerta.
Te tienen tan
a su merced
como hojas muertas

que el viento arrastra allá o aquí,
que te sonríen tristes y
nos hacen que
lloremos cuando
nadie nos ve.