quinta-feira, 13 de novembro de 2014
MANOEL DE BARROS
O Miúdo que gostava de
coisas miúdas e tinha o dom de ser poesia.
O tempo só anda de
ida.
A gente nasce cresce amadurece
envelhece e morre.
Pra não morrer tem que
amarrar o tempo no poste.
Eis a ciência da
poesia.
Amarrar o tempo no
poste.
Manoel de Barros
domingo, 9 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
BRUXAS NO VARAL
Eram umas quantas
bruxas
penduradas no varal…
Vestidos de
guardanapos
e vassouras de folhas
secas e de papel de jornal!
domingo, 19 de outubro de 2014
O TEMPO LEVA SEMPRE COM ELE AS PORTAS E JANELAS DAS CASAS...
No jardim o outono
enrola-se num manto de folhas secas …
Misturadas com as
ervas daninhas, as dálias e rosas vão crescendo sem o garbo de outrora e no
lago as folhas dos nenúfares roídas pelo passar do tempo já não escondem
peixes.
Um jardim sereno mas
triste, sem vestígios de brincadeiras de meninos.
Finalmente a casa, ou
o que resta dela…
Sem portas nem
janelas, que o tempo sempre leva com ele as portas e janelas das casas…
Restam as varandas com
vista para o rio e as paredes agora forradas pela trepadeira de campainhas azuis
que costumavam perfumar-lhe o sono…
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
CHÁ VERDE ( ESPERANÇA )
( André da Loba )
Sento-me
para um chá de frutos vermelhos
E
enquanto te penso
O
meu chá fica verde (esperança)
Mesmo
sabendo que não vais chegar…
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