quinta-feira, 14 de novembro de 2013

AVESSO





Como os cantinhos da minha praia

sei os da tua pele…

Mas é o teu avesso que me fascina.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

sábado, 2 de novembro de 2013

GUARDA-CHUVA COM GOMOS DE INFÂNCIA






Era um guarda-chuva

com gomos de arco-íris

o que se lhe agarrara à tarde

e lhe devolvia a infância…

terça-feira, 22 de outubro de 2013

HISTÓRIA DO ARCO-ÍRIS QUE COMEÇOU NO CHÃO





Para falar verdade esta começou por ser a história de um arco- íris que ainda ninguém tinha visto. Talvez eu não me esteja a explicar bem!

Claro que todos já tínhamos visto um arco-íris…

Os meninos sabiam que tem muitas cores e que dura pouco. Dura pouco, é uma maneira de dizer, porque quando se vê o arco-íris uma vez nunca mais se esquece como é colorido e belo.

Mas dizia eu, que quando pela manhã começamos a pensar o arco-íris ainda não o tínhamos visto em nenhuma parte do céu. Começamos a pensa-lo, quando no intervalo da chuva o sol apareceu de repente. Corremos para a janela…

Mas nada de arco-íris!



E assim começa a desenhar-se um arco-íris no chão, que saltou para a parede…

Por várias vezes durante o dia fomos à janela, não fosse o arco-íris aparecer no céu...

E quando já íamos para casa…

O CÉU fez-nos a vontade e colocou o arco-íris no seu lugar!




domingo, 20 de outubro de 2013

O QUINTAL INVENTADO DO AVÔ




Sempre que estava em casa, o Avô morava no quintal.

Talvez o quintal fosse um lugar inventado pelo Avô para viver melhor, pois sempre que o encontrava por lá parecia tão feliz…

Os abraços do Avô cheiravam a terra molhada, misturada com salsa, erva cidreira e hortelã mourisca. Coisas de quem fica por ali a embalar as plantas…

Ela adorava quando o Avô lhe falava dos segredos e silêncios da horta.

Aprendera que as plantas crescem devagar e em silêncio, que no quintal do Avô os melhores morangos eram os tocados de lagartas. Lagartas que também vestiam as couves de rendas e depois se divertiam a trepar às árvores de fruto para se esconderem numa qualquer maçã ou pera…

O Avô ensinara-lhe todos os nomes das plantas e dos frutos da horta e a ler neles as estações.

Mas não sabia que chuva inesperada de memórias, lhe tinha feito lembrar o dia, em que depois de ajudar o Avô a regar a horta, este se sentou no cantinho do costume e tirou do bolso o caderno onde escrevia histórias e canções. Mas ao contrário do que esperava, o Avô não escreveu nada no caderno. Rasgou sim, duas folhas com que fez dois barquinhos.

Dois barquinhos cheios de sonhos, que puseram a navegar no canteiro das alfaces enquanto a terra não engolia a água.

O Avô tinha destas coisas…

Sonhos que navegavam a todo o vapor no canteiro das alfaces!