quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

HISTÓRIAS DE MIM E DA ESCOLA


( Imagem retirada da web )



Esta é a história de uma escola que já não existe.

Uma escola pequenina que ficava num cantinho de montanha e onde havia uma lareira.

Sempre que o frio aparecia, a Dona Rosa acendia a lareira com a lenha que os meninos ajudavam a apanhar nos passeios que faziam com a Professora. Punha ainda uma panela sobre as brasas onde fazia a sopa para o almoço dos meninos e da Professora, porque a escola também não tinha cantina.

Nos dias de muito, muito frio, a Professora contava histórias à volta da lareira…

Às vezes assavam castanhas e maçãs que deixavam no ar um cheirinho delicioso. Houve uma vez, em que a chaminé estava entupida e a sala ficou cheia de fumo e fuligem, mas ninguém se incomodou com isso.
No recreio, os meninos aprendiam a ler as estações e todas as coisas que à vida interessam.

No outono, viam as folhas das árvores mudar de cor, sonhavam as formigas no aconchego dos troncos, olhavam os tapetes de musgo que se estendiam ao sol nos muros, viam e ouviam a chuva e o vento bater na vidraça. Quando nevava, os meninos e a Professora faziam um boneco de neve que os acompanhava até ao fim do inverno. Nalguns dias, o boneco de neve parecia até encostar-se à janela da escola, talvez para se aquecer um pouco com o quentinho que vinha da lareira, ou quem sabe ouvir as histórias que ali se contavam.

E chegava sempre o dia, em que ao entrar na escola os meninos reparavam que o boneco de neve estava a derreter. E todos adivinhavam que a primavera iria voltar, enchendo os canteiros de flores, as árvores de pássaros, o recreio de meninos, a relva de formigas e bichos-de-conta, os muros de lagartixas fugidias.

E depois vinha o verão. Quando todos procuravam a sombra das árvores, faziam campeonatos para ver quem apanhava mais grilos, que soltavam de imediato, porque ninguém queria saber de grilos tristes. Faziam ainda piqueniques na ribeira e olhavam deliciados, os pequenos peixes e plantas aquáticas e invejavam os saltos das rãs.

No último dia de escola, ajudavam a Professora a arrumar a sala e acompanhavam-na até à camioneta para se despedir…

Mas isso foi há muito tempo. 


domingo, 16 de dezembro de 2012

MANHÃ PARA VER CRESCER O SILÊNCIO





Adormecera embalada

pelos gritos do mar

e pelo céu vira ainda voar

as conchas que empurradas

de vento rendiam as estrelas.

Esperava a manhã

para encher a alma de vento

e ver crescer o silêncio.



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DIA CINZA COM SOL À ESPREITA





Acordara cinza o dia!
Cinza chumbo.

Daqueles dias
em que o vento e a chuva
tentam empurrar o outono
que desesperado
se agarra às últimas
folhas das árvores…

Era cinza o dia
mas pela janela
espreitava um sol radioso!


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

OS MEUS ANJINHOS...






Ela acreditava em anjos, e porque acreditava, eles existiam.


      Clarisse Lispector in A Hora da Estrela



terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ANJO SOBRE A RELVA





- OLHA PROFESSORA! O MEU ANJO ESTÁ LÁ FORA NA RELVA! DISSE A MATILDE.