quarta-feira, 7 de maio de 2014

CANÇÃO PARA A MINHA MÃE


     Desenhos dos meninos da sala dos 5 anos


Le linge de nos mères



Le linge de nos mères
Sent bon dans les armoires
La lavande et le grand air,
C'est beau juste de les voir...

Le linge de ma mère
Est plus blanc plus blanc que blanc
Même quand nous étions enfants,
Elle en faisait son affaire.

Et sous nos ventres ronds sera-t-on les filles de nos mères?
Qui menaient tout de front de manière exemplaire...

Dans les maisons de nos mères,
C'est classé irréprochable,
On boit dans de jolis verres,
Y'a des bouquets sur les tables...

Dans les jardins de nos mères
Y'a des fleurs qui dégoulinent,
Y'a des roses, des primevères, du lin et de la glycine

Et sous nos ventres ronds sera-t-on les filles de nos mères?
Qui menaient tout de front de manière exemplaire

Dans les potagers de nos mères,
Y'a toujours trop de légumes,
Elles nous font des tupperwares
Qu'on ramène c'est la coutume.

Dans les mains de nos mères
Y'a des lignes et des histoires,
Qui pour nous restent un mystère,
Même si on voudrait savoir...

Et sous nos ventres ronds sera-t-on les filles de nos mères?
Qui menaient tout de front de manière exemplaire...Et sous nos ventres ronds sera-t-on les filles de nos mères?
Qui menaient tout de front...Je sais pas si...je saurais faire...





domingo, 4 de maio de 2014

AS MÃES CRESCEM COM OS ANOS





AS MÃES Crescem com os anos

As mães sobem uma escada até ao céu,
sobem e descem a escada longa dos filhos;
as mães olham para cima, firmam as mãos na escada
e pensam com os olhos. Ficam de pé ―morrem de pé
se for preciso― a pensar as estrelas. Cada uma delas
é um pulmão jovem, um alvéolo inviolável.
As mães crescem com os anos, tornam-se ramos
a baloiçar na escada: são perenes, persistentes
e mansas. As mães abrigam os pássaros no olhar,
tomam-nos nas mãos como oferta sagrada
e soltam-nos do alto da escada: voam, voam,
crescem contra as nuvens e são água, espuma,
exílio azul. Os filhos são os olhos das mães, aflitos
e saudáveis, à espera que floresça a flor fria
da amendoeira. Olhos que partem para regressar a si.


Nuno Higino
Mãe E leva os filhos nos olhos como se os levasse pela mão



sexta-feira, 2 de maio de 2014

" NÃO POSSO DIZER-TE, BEM O QUISERA, O SEGREDO DA PRIMAVERA. "





O regresso às aulas fez-se entre feriados e alguma chuva…

Mas enquanto estivemos de férias aconteceram coisas extraordinárias no nosso jardim!

A Isabel, descobriu que o abeto estava cheio de “ vassourinhas “ verde-claro!

E logo todos se puseram a observar o jardim…

O azevinho estava em flor, bem como as orquídeas e as roseiras. As árvores que tínhamos deixado em flor, estavam agora cobertas de folhas e pássaros.




Mas foi hoje quando brincávamos no jardim que, vimos aparecer uma família de andorinhas que espalhavam a primavera pelo céu e a faziam descer pelo telhado da escola, (Coisas que só as andorinhas sabem fazer…).

Gostávamos que tivessem ficado mais tempo, mas disseram-nos que tinham de ir espalhar a primavera a outros jardins...