sexta-feira, 13 de setembro de 2013

PRIMEIRO DIA NA ESCOLA


                           Imagem retirada da web



Chegam livres e sorridentes

à escola que lhes matará a essência

e os transformará em funcionários cansados e obedientes!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

" POEMA NO INTERVALO DE UM BEIJO "





E a sereia esperou
Esperou o verão todo pelo peixe dos seus sonhos.
Desenhou-o nas ondas de todas as marés
Nas algas, nas conchas…
Sonhava acordar mergulhada nos seus olhos
E da boca deste partir para o fundo do mar…
Quem sabe escrever um poema no intervalo de um beijo…
A sereia esperou…
Esperou… Mesmo sabendo que o peixe nunca chegaria!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

VERÃO NUMA CONCHA


                       Rebecca Barker



Sei que te gosto

quando… sem querer

guardo para ti o verão numa concha

e os meus olhos se desfazem em mar…

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

EM CONTRALUZ





Trato de observar-me em contraluz, de ler as páginas em branco que deixei nas margens da preguiça. (…)

                                                                                  Raul de Carvalho                                                                                                           

domingo, 1 de setembro de 2013

QUANDO O AZUL É A COR DO SILÊNCIO





Sabia de cor as horas em que o silêncio ocupava a praia. Conhecia-lhe os lugares, as formas e as cores.

Preferia as primeiras horas da manhã para chegar mais perto dos silêncios da praia…

Hoje o azul era a cor do silêncio.

Pensando melhor…

Ao azul vinha juntar-se o verde, o castanho, o vermelho de todas as algas. O branco rendado das ondas, as cores da brisa que solfeja o mar, as pedrinhas e conchas multicolores que a maré vai polindo e o cinza das rochas nevadas de gaivotas.

Gaivotas…

A esta hora eram aos milhares na praia. Sem querer, lembrou o que Ana lhe contara acerca destas. Ana tinha uma teoria maravilhosa sobre as gaivotas. Segundo ela, ao crepúsculo todas mergulhavam no mar transformando-se em pássaros de água transparente que só os olhos dos peixes conseguem ver. Já pela manhã emergiam das águas para povoar os céus e os sonhos de quem sabe o que fazer com o infinito. Ela acreditava piamente na teoria de Ana. Principalmente quando desaprendia de voar!

Na sua praia não havia silêncios difíceis de descobrir. Tudo era líquido, risonho, fácil de alcançar e AZUL!