quarta-feira, 17 de abril de 2013

ARCO-ÍRIS PARA JÚLIO RESENDE


 Divertimento Infantil - Júlio Resende



O Departamento de artes do Agrupamento de escolas Vallis-Longus, do qual fazemos parte, convidou todos a descobrir o pintor, Júlio Resende.
Tenho de confessar que aqui na sala foi mais uma redescoberta do fabuloso artista plástico que é Júlio Resende.
Os meninos já conheciam ilustrações do artista em aguarelas, num livro maravilhoso com poemas e rimas para a infância de Eugénio de Andrade. Já tínhamos também olhado outras obras, das espalhadas pela cidade. Era imperioso olhar os painéis de azulejo que refletem o olhar do pintor sobre a ribeira. De todas as obras do artista, a “Ribeira Negra” é sem dúvida a mais conhecida. Fotografei-a para os meninos. Queria muito ter passeado pela cidade e juntos termos olhado sobre o olhar do artista, mas infelizmente tal não foi possível. Valeram-nos, os livros, o Google e as fotos que juntei num vídeo.



A obra preferida dos meninos e minha, é o painel que Júlio Resende pintou para a escola Básica Gomes Teixeira, onde aliás foi professor, intitulado, “Divertimento Infantil”.
Depois de redescoberto o artista, pedia o projeto que fosse elaborado um trabalho de tributo ao mesmo, para ser exposto na escola sede, exposição que foi inaugurada na passada sexta-feira e que pode ser vista, das 9,30h às 17,30h, de segunda a sexta até ao final de maio.
Aqui na sala os meninos pintaram o Arco-íris para Júlio Resende.
Na tela, colamos quadradinhos de gesso, pintados com acrílico e goma eva e o resultado, foi este esplendoroso e colorido arco-íris.


sábado, 13 de abril de 2013

AI,AMOR!





Ai, Amor!

Que lonxe! Que lonxe estás!
Canta terra entre nós dous.
Peno dende que te fuches.
Ai, amor! Ai, amor!

Cando busco nos teus ollos,
magóame o corazón.
Cantas cousas non pasaron!
Ai, amor! Ai, amor!

Pasaron meses e anos,
e a mocidade pasou.
Mido por noites o tempo.
Ai, amor! Ai, amor!

Por ti agardo cada día,
ateigada de ilusión.
Ven axiña, volta a min.
Ai, amor! Ai, amor!

Ai amor, que lonxanía!
Que soedade, que delor!
Vivir sen ti non é vida.
Ai, amor! Ai, amor!

Cartas van e cartas veñen
e as palabras tinta son.
Quero escoitar a túa voz!
Ai, amor! Ai, amor!

Xosé Neira Vilas (Poeta Galego)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

DE ONDE VEM A PRIMAVERA?





A verdade é que não temos sabido “acordar a primavera.”

Também é verdade que temos tentado muito.

Antes de irmos para férias de páscoa, deixamos o corredor da nossa escola vestidinho de primavera. Ficou um mimo! Arvores por onde espreitam pássaros multicolores, florinhas de espalhar perfumes, borboletas presas num céu de ternura, joaninhas às bolinhas e caracóis debaixo de girassóis…

E tem tanto sol o corredor do nosso jardim! Sol no corredor e chuva, muita chuva lá fora. Tanta, que toda a semana nos perguntamos se já seria de facto primavera!

Sabemos que não deve ser fácil ao inverno aceitar o fim…

Ou talvez, seja mesmo verdade que está perdidamente apaixonado pela primavera. Ao que parece ela não acha graça nenhuma ao inverno. Mas ele não desiste de tentar conquistá-la e enquanto o mau tempo ajuda o inverno a fazer-se notado; O Rodrigo descobriu que afinal a primavera está a romper do chão no jardim do recreio!

terça-feira, 2 de abril de 2013

HISTÓRIA NO INTERVALO DA CHUVA





Talvez hoje seja um bom dia para apresentar o Bigodes de Arame.
Acho que nunca falei dele.
O Bigodes de Arame é um gato listrado que mora num cantinho do recreio da nossa escola.
Bom, pra falar verdade ele é dono de quase toda a escola e escolhe os lugares onde quer ficar, não sabemos se de acordo com o clima ou a disposição! Entra e sai da escola a seu belo prazer e dá-se lindamente com os meninos. Vive por aqui há uns dois anos e já todos o tratam como se fosse da família.
Hoje de volta à escola e quando aproveitando um intervalo da chuva para pôr a navegar os barquinhos de papel que fizeramos, encontramo-lo refastelado ao sol. Depois de cumprimentar os amigos e passar a ronda pelos corredores lá voltou pachorrento para a sua fatia de sol enquanto nós lançávamos barquinhos a infinito…




O Gabriel é que não resistiu a tanto infinito e foi mesmo obrigado a mudar de roupa!