sexta-feira, 2 de maio de 2014

" NÃO POSSO DIZER-TE, BEM O QUISERA, O SEGREDO DA PRIMAVERA. "





O regresso às aulas fez-se entre feriados e alguma chuva…

Mas enquanto estivemos de férias aconteceram coisas extraordinárias no nosso jardim!

A Isabel, descobriu que o abeto estava cheio de “ vassourinhas “ verde-claro!

E logo todos se puseram a observar o jardim…

O azevinho estava em flor, bem como as orquídeas e as roseiras. As árvores que tínhamos deixado em flor, estavam agora cobertas de folhas e pássaros.




Mas foi hoje quando brincávamos no jardim que, vimos aparecer uma família de andorinhas que espalhavam a primavera pelo céu e a faziam descer pelo telhado da escola, (Coisas que só as andorinhas sabem fazer…).

Gostávamos que tivessem ficado mais tempo, mas disseram-nos que tinham de ir espalhar a primavera a outros jardins...





domingo, 27 de abril de 2014

FALTA A ESTE AZUL QUALQUER COISA PARA SER PRIMAVERA





O tempo amornou, mas falta a este azul qualquer coisa para ser primavera…

Ao dia pardo e húmido de ontem com chuva de molha-tolos, veio hoje o sol derreter a névoa e tingir de fios azúis céu e mar.

Que lindo está tudo por aqui…

Nas rochas que a maré deixou a descoberto espreitam caranguejos a melhor onda para banhar-se entre as estrelas vestidas de algas e limos…

O mar perfuma a beirada com flores de espuma e ensaiam as gaivotas recém -nascidas passos de dança sob o olhar atento das aves mais velhas…

Há uma brisa que parece levar para longe os restos do largo inverno…

O inverno que desgrenhou as areias, partiu o coração às conchas e fez saltar os barcos para terra…

Talvez falte a este azul as andorinhas. Pois se são elas que trazem nas asas a primavera, ainda por aqui não vi passar nenhuma.

Por onde andarão as cores ternura com que pintam o azul as andorinhas?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

UM TESOURO CHAMADO LIBERDADE





(…)  
    
Contavam-lhes que o povo daquele país tivera um dia um imenso e belo tesouro e que alguém lho roubara. E que era um tesouro tão grande e tão valioso que, sem ele, não podiam ser felizes.

- Um tesouro? – perguntavam os visitantes muito surpreendidos.

- Sim, um tesouro… A Liberdade.

(…)

Então explicavam-lhes: naquele país as pessoas não podiam fazer o que queriam, nem podiam dizer o que pensavam ou o que sentiam, nem, como eles, partir e visitar outros países e conhecer outros povos, viviam fechadas no seu país como se ele fosse uma prisão. Nem sequer podiam contar um segredo a ninguém, porque seriam presas, ou até mortas.

- Mas isso deve ser uma grande infelicidade! – diziam os visitantes.

- Não admira que vocês estejam sempre tão tristes!

(…)

Até que um dia chegou em que, no País das Pessoas Tristes, as pessoas decidiram reconquistar o seu tesouro. Os soldados reuniram-se nos quartéis e pegaram nas suas armas para arrancar finalmente o tesouro das mãos dos ladrões. E toda a gente saiu alvoraçadamente para a rua e acompanhou os soldados, cantando e gritando: “ Viva a liberdade! Viva a liberdade! “

Os corações exultaram de alegria e as janelas encheram-se de bandeiras e cravos vermelhos: os soldados puseram cravos vermelhos nas espingardas… (…)

Todo o país se transformou numa grande festa, ruidosa e transbordante…

(…)

Esse país agora já não se chama País das Pessoas Tristes, chama-se Portugal e é o teu país. E o tesouro pertence-te a ti, és tu agora que tens de cuidar dele, guarda-o muito bem no fundo do teu coração para que ninguém to roube outra vez.

Porque esta história não é uma história inventada. É uma história verdadeira, aconteceu mesmo.


  O TESOURO, Manuel António Pina

     " Nós a dançar o 25 de abril " - Desenhos e Título, Isabel Rio

quarta-feira, 23 de abril de 2014

FAZ DE CONTA QUE LÊ





Porque antes de ler é preciso gostar dos livros!