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sábado, 4 de julho de 2015

SUBO A ESCADA DOS TEUS OLHOS...






Subo a escada dos teus olhos…

Como gato que procura o sol

quero um degrau para adormecer!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

TENTATIVA PARA PINTAR UM GATO





Esta é a história da tarde em que resolvi pintar um gato.

É difícil pintar um gato que está sempre a fugir do papel.

Eu é que já devia saber que nunca se pintam gatos no papel… se queremos pintar um gato, temos de pintá-lo no telhado!

Gato que é gato, passa grande parte do tempo no telhado, não se pense por isso, pintar nunca um gato com a janela fechada! Se fecharmos a janela ao gato a tarde nunca mais será a mesma.

Pintar um gato dá mesmo muito trabalho. Os gatos gostam de sol no telhado. Vou ter também de escolher as cores para pintar o sol da tarde. E se houver nuvens… Bom, o gato pode sempre puxar-lhes por uma ponta e fazer um novelo que esconderá debaixo de uma telha para brincar sempre que lhe apeteça.

Dizem que os gatos não gostam de água! Mas é a mais completa mentira. Os gatos são os únicos que têm o mar ou o rio na beirinha do telhado. Ah! As más-línguas dizem ainda, que não gostam de partilhar o telhado com os pássaros nem de tomar banho.

Quem precisa de banho, quando pode molhar-se de estrelas?! E quanto aos pássaros, é sabido que estes vivem intrigados pelo facto dos gatos voarem sem que se lhes veja as asas…

Até agora a tentativa de pintar o gato na tarde ainda não passou de projeto. Reparo que não fiz no papel um único rabisco…

Mas eis que de repente a tarde resolve aborrecer o gato!

Começa a chover e entra o gato pela janela. Talvez agora que o seu pelo se confunde com o do tapete consiga finalmente, pintar o gato na tarde!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

UM GATO NO SOFÁ DA BIBLIOTECA





O gato de que falo é nem mais nem menos, o “Bigodes de Arame”.

Apareceu esta manhã na sala de aula enquanto eu arrumava os armários e os restos de ternura que ia apanhando aqui e ali…

Entrou pela porta da varanda. Confesso que não tinha dado por nada até tropeçar numa bola macia e fofa. Depois dos cumprimentos foi instalar-se no sofá da biblioteca e aí ficou toda a manhã enquanto eu e a Joaninha continuávamos a arrumar.

Por momentos senti-me tentada a trazer o “Bigodes” para casa!
Já moram cá em casa dois gatos…

Talvez houvesse espaço para um terceiro. Haveria certamente, mas o Bigodes é um gato vadio! Aquilo que um gato deve ser na essência. Livre para fazer o que lhe apetece, quando lhe apetece. Claro que ser gato de apartamento podia dar jeito. Comidinha a horas, cama fofa, quente ou arejada, dependendo da época do ano. Com direito a passar alguns dias na praia durante o ano ou a viajar até ao Douro algumas vezes.

Mas não, apesar dos mimos e afagos, não me parece que o” Bigodes” trocasse a sua vida de incerteza e aventura pelo conforto de um apartamento ainda que de seis assoalhadas!

A verdade é que fico com pena que não more mais perto cá de casa. Tanto mais que nem sei se vou voltar a vê-lo. Pois apesar de ainda ter trabalho para fazer na escola não é certo que apareça. E também não sei se volto em setembro. E se voltar, talvez o “Bigodes “ já more num telhado longe de mim!

Bom, talvez seja mesmo melhor ler uns poemas sobre gatos…