Mostrar mensagens com a etiqueta inventar poesia na prática pedagógica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta inventar poesia na prática pedagógica. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

RENDAS DE VENTO





Caracol tece no vento
rendinhas
para o casamento…

quinta-feira, 12 de abril de 2012

ALTERAR O SENTIDO DA CHUVA





Serenata à Chuva


Chuva, manhã cinzenta, guarda-chuva.
Entrar no contexto, dois pontos. Ele e ela
abraçados caminham sob o teto
do guarda-chuva que os guarda.
Pelas ruas vão com vontade de voltar
ao branco dos lençóis. Esse objeto prosaico
que às vezes se vira com o vento
torna-se objeto de poema. Dizer também
como a chuva é doce neste dia de verão.
Como o amor altera o sentido da chuva,
sim, como ela se eleva no ar e as frases se colam
ao vestido.
No interior da pele o poema mudou
desde que entrastes no guarda-chuva esquecido
a um canto do armário.
Talvez o amor seja tudo amar sem exceção.
Eu que nunca uso guarda-chuva
assino incondicionalmente este poema.


Rosa Alice Branco

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

AS CASAS DA RUA DO POEMA

A casa

Era uma casa
muito engraçada
Não tinha teto
não tinha nada
Ninguém podia entrar nela não
porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero...
na Rua dos Bobos, nº 0!

Vinicius de Moraes


Este é o poema que os meninos ouviram falado e cantado e sobre o qual pensaram.
E depois de muito pensar…
Nasceram no papel as casas maravilhosas que fariam a inveja de qualquer rua mas que só podem ser habitadas na rua do poema. Pois se assim não fosse, LER NÃO SERVIRIA PARA NADA!