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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Livros à altura dos leitores


Não, não vou falar de Livros e Não livros.

Deixo que sobre o assunto se debrucem os que fazem Não Livros e que como passatempo tecem as mais variadas e por vezes malévolas, criticas (dizem eles), sobre os que são Verdadeiros Livros. Deixá-los lá exercitar a Mediocridade!

Vou só falar de uma feira do livro especialíssima a que fui com os meninos.

E nesta altura poderão os que me lêem perguntar-se o que tinha esta feira de tão especial.

Posso dizer que, tinha Muitos Livros e alguns Não livros. Até aqui nada de especial.

Todas as feiras do livro que se prezem têm Livros e Não livros!

Afinal em democracia temos de agradar a todos! E contra isso… Muito poderia argumentar, mas confesso, não me apetece!

Porque o que me apetece perguntar, é porquê que as feiras do livro ou os que as organizam têm tão pouco respeito pelas crianças?!

Dei no fim-de-semana um pulo até à feira do Livro do Porto com os meus filhos e sobrinhos, e pude constatar da dificuldade dos mais pequenos em conseguir chegar aos livros para fazer o que nós adultos que gostamos de ler fazemos, sentir o livro, cheirá-lo soltar-lhe as páginas…

Ora com as bancas a um metro e meio do chão nenhum menino conseguirá ver sequer a capa dos livros, quanto mais tocar-lhes!

Além de não chegarem aos livros, as crianças ainda tem de levar, com” umas pessoas vestidas de bonecos”, para usar a definição do meu sobrinho João, que fugiu a sete pés do abraço forçado que estes tentavam impingir-lhe! Quando é que esta gente percebe que os meninos não apreciam esta forma de contacto com os personagens!?

E já para não falar dos supostos contadores de histórias, sem jeito, graça e encanto.

Eu sei, todos precisamos de ganhar a vida. Mas por favor, gastem o dinheiro com inteligência, respeitem os Livros e acima de tudo, respeitem os Pequenos Leitores!

E foi esse respeito, pelos Livros e pelas crianças, que encontrei na Feira do Livro de Lordelo.

Pela primeira vez, vi bancas de livros à medida dos meninos. Vi a alegria com que tocavam nos livros, alguns abraçavam-se mesmo a eles! Não havia sofás coloridos, mas ninguém pareceu sentir a sua falta quando a Fátima e a Rosário encantaram todos ao contar a história de um Coelhinho muito desarrumado e trapalhão.

Porque nos proporcionaram uma Manhã de Encanto e descobertas, vai um beijinho dos meninos e meu, para as maravilhosas anónimas contadoras de histórias.

E cabe ainda fazer um agradecimento à Fundação ALORD, organizadora da feira tendo ainda disponibilizado de forma totalmente gratuita um dos seus autocarros para nos transportar até Lordelo.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Poesia É Palavra


“…O mais perfeito dos sons humanos é a palavra. A poesia por sua vez é a forma mais perfeita da palavra. “

Sono de Primavera – Poemas Chineses