domingo, 25 de novembro de 2012

AMIGOS...




Os amigos

São aqueles que têm o poder de nos alegrar
com um telefonema ou uma visita inesperada.

Os que nunca sabemos
se escolhemos ou se nos escolheram.

Que nunca estamos preparados para perder
e de quem  queremos sempre
matar saudades…

E ainda não acabamos de as matar
já estão de novo a crescer cá dentro.

Aos amigos
esperamos encontra-los
no chá
no meio de um livro
num sorriso…
Numa palavrinha.

Amigos
São os que esperamos
esperamos…

Os que sabemos que não nos apagam
mesmo quando estão muito tempo
sem dar notícias...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

TER DE LER-TE E ESCREVER-TE






Sim, eu não te procurei.
Pra falar verdade
nem sabia que havias
se estavas escrito
nas estrelas
no mar
nos rios…

E fui logo encontrar-te
nas páginas de um livro…

Vi os teus olhos
debruçados no meu chá
os teus passos
marcados na areia
da minha praia
as tuas mãos
presas nas flores
do meu jardim…

Ah, como queria ter-te
Simplesmente…

Sem ser de ler-te
e escrever-te.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CHEGARÁ O TEMPO DAS CEREJAS...


(Imagem retirada da web)


Como desejava prender o tempo em calda de açúcar perfumada de canela e limão, tal qual Ana fazia com os seus doces…

Com esforço ouvia-lhe ainda um som de voz meio apagado:

- E onde vou eu arranjar-lhe cerejas em dezembro?!

A menina sempre tem cada uma! E olhe que para chegar ao tempo delas muito inverno temos pela frente!

Dizia-me, ao tempo que tirava do aparador o frasquinho de doce onde prendera as cerejas com que salpicava as torradas do lanche.

Chegaria o tempo das cerejas…

Sabia-o!

Mas detestava o inverno que lhe fazia frente e lhe gelava a alma.

domingo, 18 de novembro de 2012

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

EM CIMA DE UMA FOLHINHA CHEGA DONA JOANINHA





Na hora do recreio
Chega Dona Joaninha
Ondulando ao vento
Em cima de uma folhinha.

Risos de meninos
Muita animação
Pedacinhos de arco-íris
Muitas nuvens de emoção.

Vamos apanhar-te Joaninha…
Mas que grande aventura
Vestida de pintinhas pretas
E de vermelho ternura.

Vai-se embora a Joaninha
Está-se o recreio acabar
Adeus, adeus amiguinha
Que nos ensinaste a voar!


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A FADA QUE NÃO HAVIA





Era uma vez uma Fada que não havia…

Quer dizer, haver havia, só que ninguém a via.

Ninguém, ninguém, também não é verdade.

Só a Bruna via a Fada que não havia, mas que ganhou contornos na espuma que ofereci aos meninos para inventarem o que lhes apetecesse.

E foi assim que apareceu na mesa 

a Fada de espuma que não havia

mas que a Bruna

tanto queria!