- OLHA PROFESSORA! O
MEU ANJO ESTÁ LÁ FORA NA RELVA! DISSE A MATILDE.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
sábado, 8 de dezembro de 2012
HORIZONTE
Não
se misturam céu e mar!
Dissera-lhe
o Avô, um dia em que passeavam pela praia olhando a linha do horizonte.
Não
duvidava da verdade do Avô, mas preferia a sua.
Senão
porque teria ela visto entre céu e mar voar um
PEIXE-PÁSSARO!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
O REGRESSO À BIBLIOTECA DA FADA FLORÊNCIA
Já aqui
apresentei a Fada Florência.
A Fada que
saiu de um livro de que gostamos muito e que por vontade dos meninos ficou a
morar na biblioteca. Acham os meninos e eu concordo em absoluto, que quem gosta
de livros deve morar perto deles.
Mas como
também é sabido, quem gosta de ler e de livros está sempre à procura de livros
e mais livros. Por isso a Fada Florência resolveu correr mundo à procura de
livros especiais.
A viagem da
Fada começou no início do verão, aproveitou as férias dos meninos e quando
começaram as aulas a nossa amiga ia dando notícias de livros e lugares.
Ora escrevia
cartas que apareciam na varanda, cartas que tinha pedido a outras Fadas que
passassem pela nossa escola para levar, ou a um ou outro pássaro amigo. Outras
vezes recebíamos a visita do carteiro, trazia um embrulho e já sem abrir sabíamos
que dentro vinha um livro… Um livro que iriamos gostar, porque as Fadas sabem
sempre de livros encantados, para encantar, desassossegar, sonhar e todas as
coisas que queiramos imaginar!
Mas chega um
dia em que os amigos precisam de matar as saudades uns dos outros e na última
carta que nos mandou, a Fadinha dizia que, brevemente voltaria à sua, (nossa)
biblioteca, estava cheia de saudades e tinha muitos livros para partilhar
connosco. E quando sem se fazer anunciar a Fada entrou com o Martim na sala de
aula, a alegria foi tal, que entre beijos, abraços, livros e pó de fada, todos
falavam ao mesmo tempo… Coisas de amigos que se gostam e têm muito para
partilharem.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
LAGO EM TARDE DE FIM DE OUTONO
No
lago
recolhem
ao fundo os peixes
como
que adormecidos
e
com as últimas folhas
também
o outono
mergulha
nas águas.
Só
à superfície
um
pato tenta prender o sol
para
apagar o frio.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
HISTÓRIAS QUE SÓ ACONTECEM NO MEU JARDIM
Ainda o sol
não tinha derretido o orvalho da manhã e no jardim já não se falava de outra
coisa. A história de amor entre o pé de maracujá e a oliveira! No canteiro
das dálias só se ouviam cochichos;
- Não sei que
terá visto nela. Afinal nós somos muito mais belas e elegantes. Diziam
invejosas!
As margaridas
por seu lado, achavam esta uma história de amor linda. É verdade que o jardim
já conhecera outras histórias de amor, mas nunca nenhuma outra deixara o jardim
tão em polvorosa.
Aliás, este
era um jardim onde tudo decorria apesar das pequenas histórias, sem grande
história.
As dálias viviam no seu canteiro e
não havia memória que alguma vez tivessem ousado apaixonar-se pelos
amores-perfeitos. É verdade que as margaridas costumavam sair para jantar com
um ou outro mal-me-quer, as rosas amarelas tomavam chá com as rosas brancas, as
vermelhas… às vezes lá se passeavam com os cravos.
Ouvia-se até dizer, que um dia uma
bela rosa encarnada se apaixonara perdidamente por um antúrio, mas as famílias
descobriram e proibiram que fossem felizes. E no jardim toda a gente, quer
dizer, todas as flores, árvores e plantas acharam normal!
E esta que podia ter sido uma grande história de amor, não passou afinal de uma história vulgar, uma história em que uma rosa e um antúrio decidiram ser infelizes para sempre!
Podiam ter sido felizes enquanto durasse, mas não tiveram a coragem do pé de maracujá e da oliveira, que apesar das más-línguas de todo o jardim ou quase todo, resolveram perder-se de amores e viver juntinhos pelo menos até ao fim do inverno.
E esta que podia ter sido uma grande história de amor, não passou afinal de uma história vulgar, uma história em que uma rosa e um antúrio decidiram ser infelizes para sempre!
Podiam ter sido felizes enquanto durasse, mas não tiveram a coragem do pé de maracujá e da oliveira, que apesar das más-línguas de todo o jardim ou quase todo, resolveram perder-se de amores e viver juntinhos pelo menos até ao fim do inverno.
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