sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

CORAÇÃO LIVRE





Te han sitiado corazón y esperan tu renuncia,
los únicos vencidos corazón, son los que no luchan
no los dejes corazón que maten la alegría,
remienda con un sueño corazón, tus alas malheridas


 
No te entregues corazón libre, no te entregues
no te entregues corazón libre, no te entregues


 
Y recuerda corazón, la infancia sin fronteras,
el tacto de la vida corazón, carne de primaveras,
se equivocan corazón, con frágiles cadenas,
más viento que raíces, corazón, destrózalas y vuela

 
No los oigas corazón, que sus voces no te aturdan,
serás cómplice y esclavo corazón, si es que los escuchas

 
Adelante corazón, sin miedo a la derrota,
durar, no es estar vivo corazón, vivir es otra cosa





terça-feira, 27 de dezembro de 2011

JOANINHAS ÀS BOLINHAS E ESCARAVELHOS ÀS RISQUINHAS

Era uma vez…

Umas quantas joaninhas e uns quantos escaravelhos saídos da pasta da professora. Já se sabe que as pastas das professoras são assim como que as cartolas dos mágicos de onde saem as coisas mais incríveis e inacreditáveis. E desta vez, desta vez da pasta da professora saíram joaninhas às bolinhas e escaravelhos às risquinhas…

- De chocolate! Gritaram os meninos.

Sim, as joaninhas às bolinhas e os escaravelhos às risquinhas eram de chocolate. O chocolate que quase todos os meninos gostam e que comeriam, mas só depois da aula de matemática que a professora tinha pensado…

Primeiro os meninos teriam de formar o conjunto das joaninhas às bolinhas e o dos escaravelhos às risquinhas.


 
De seguida formariam pares de joaninhas e escaravelhos.

 
As tarefas pareciam fáceis de realizar, pois todos já sabiam que usamos sapatos aos pares, luvas, que para fazer um par são sempre precisos dois…

Mas a professora tinha pedido que fizessem só pares de joaninhas e de escaravelhos e os meninos depararam-se com um problema quando depois de terem realizado a tarefa pedida, sobrava uma joaninha e um escaravelho…

Como iriam fazer?!
 
Tinham seis pares de joaninhas e seis pares de escaravelhos e um par que não era exatamente o que a professora tinha pedido, mas que continuava a ser um par. Pois se para um par são precisos dois…

Além do mais os meninos tinham decidido que, a joaninha estava perdida de amores pelas risquinhas do escaravelho e que o escaravelho se deixara fascinar pela bolinhas da joaninha e que quando assim é o melhor é mesmo casarem-se! 

 
Os maiores peritos em finais felizes tinham decidido casar as joaninhas às bolinhas com os escaravelhos às risquinhas…

A professora achou graça, na verdade ela já adivinhava que os meninos iriam surpreendê-la só não esperava que de uma aula de matemática saísse uma história de amor!






sábado, 24 de dezembro de 2011

O SEGREDO DO NATAL





It's not the glow you feel
When snow appears
It's not the Christmas card
You've sent for years

Not the joyful sound
When sleigh bells ring
Or the merry songs
Children sing
 
The little gift you send
On Christmas day
Will not bring back the friend
You've turned away

So may I suggest, the secret of Christmas
It's not the things you do
At Christmas time but the Christmas things you do
All year through

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

AMANHÃ VIRÁ A LUA AMANHÃ FARÁ LUAR



amanhã virá a lua
amanhã fará luar
tua vela já flutua
no azul do alto mar

põe no sopro a aventura
de quem anda a navegar
ninguém olha para a fundura
que se afunda no olhar

dá a volta ao mundo inteiro
sem saíres do teu lugar
há quem seja marinheiro
sem maré nem navegar

no teu porto de partida
muita bruma está no ar
só se navega a vida
com a vida a navegar

cada porto de chegada
tem a lua que fizer
faz a lua embarcada
porto novo a quem vier

amanhã é lua cheia
enche o peito de sonhar
dá o canto à sereia
ao seu canto de embalar

dorme dorme sossegado
onda a onda a navegar
cresce a lua deste lado
- amanhã fará luar

Poesia de; Carlos Frias de Carvalho

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

QUASE NATAL...




Depois de um verão que resolveu entrar pelo outono dentro e que nos fez pensar que andávamos com as voltas trocadas. Eis que tudo volta à normalidade e o Natal se aproxima a passos largos… dezembro é sempre um mês pequeno para o muito que há para fazer.

O Natal chega à escola sempre vindo de fora. Normalmente com os catálogos dos brinquedos que vão caindo nas caixas do correio dos pequenos e cuja multiplicidade de escolha não torna nada fácil a escrita da carta ao Pai Natal. 

Nas ruas as luzes conferem às noites um ar festivo e especial. Noites que se querem regadas a chá e chocolate quente e onde o quentinho da lareira sabe tão bem! Aparece a árvore de Natal, o presépio e assim começa em casa e na escola a história de mais um Natal.

Os pequenos contam na sala que em casa já enfeitaram o pinheiro. Para que todos tenham uma ideia da sua árvore de natal resolvem desenhar e nascem no papel árvores mágicas e todas diferentes. O Pai Natal também tem direito a desenhos e é difícil eleger um preferido.

Chegam também amigos para falar das tradições de Natal de outras bandas…

Mães que ensinam a fazer pão doce e presépios…

Amigos que contam a verdadeira história de Natal e outras…

Os pais que enchem de poesia o pinheiro de Natal que está mesmo na entrada da escola. Pinheiro onde todos foram convidados a deixar um poema ou mensagem solidária…

Os cartões que escrevemos para os amigos…

A ida ao cinema para ver a história do ursinho Pooh…

O musical “A cigarra e a Formiga”…

E o enorme saco de presentes que o Pai Natal deixou cair mesmo em cima do telhado da nossa sala…

Quando regressarem em janeiro os meninos terão certamente muito que contar mas na escola, o Natal só volta para o ano!

domingo, 18 de dezembro de 2011

BRINQUEDOS EXTRAORDINÁRIOS




Eugenia Gapchinska
 





Esperava ansiosamente a manhã para poder partir rumo ao Porto no primeiro comboio.

Era sempre assim, perto do Natal eu acompanhava meu Avô até à cidade invicta para juntos percorrermos várias livrarias.

Todos achavam mais normal que eu quisesse entrar em lojas de brinquedos, mas não, eu nunca me interessei muito por brinquedos. Bom, sempre gostei de legos, mas os meus brinquedos preferidos sempre foram livros e foi o meu Avô Miguel que me ajudou a descobrir que os livros são os brinquedos mais extraordinários que existem.

Quem gosta de ler sabe porquê! 

O Avô escolhia livros para ele e para os amigos e eu divertia-me a soltar as folhas dos livros que me acompanhariam no regresso a casa. Nem todos é certo. Essa era sem dúvida a pior parte, ter de deixar alguns para trás era sem dúvida horrível. Eu percebia que não podia trazer todos, mas achava injusto que assim tivesse de ser!

O meu sonho era um dia entrar numa livraria e comprar todos, mas todos mesmo, os livros que me apetecessem!

Eu acredito que mais tarde ou mais cedo todos os sonhos se concretizam, é só uma questão de tempo e o tempo de concretização deste meu sonho aconteceu na sexta-feira.

Havia já algum tempo que a minha amiga Clara me tinha pedido que a acompanhasse à Salta-Folhinhas.

A Salta-Folhinhas é uma dessas livrarias onde só existem livros.

Sim porque a maioria das livrarias além de terem poucos livros interessantes, têm várias coisas que não interessam nada para quem gosta realmente de ler!

Na livraria da Teresa, (o nome da dona da livraria é só mais uma coincidência), também se passam coisas interessantes.

Há leituras para e com Pais, leituras para Pais e Filhos, para Professores, com e sem Autores e também por lá passam muitos Contadores! Mas o que mais há na Salta-Folhinhas, são Livros, muitos Livros dos bons!

Dizia eu que a Clara me tinha pedido que a acompanhasse, o Agrupamento tinha uma verba para gastar em livros e segundo a Clara eu era a pessoa certa para a ajudar!

Chegamos à livraria por volta das duas da tarde debaixo de uma chuva torrencial e gélida!
A Teresa depois de nos receber com a sua habitual simpatia, pediu licença para ir comer qualquer coisa deixando completamente a livraria por nossa conta.

Eu ia escolhendo os livros e fazendo montinhos à minha volta, a verdade é que eu sabia todos os que queria trazer…

Quando me levantei e olhei a pilha que formava já um castelo em meu redor pensei que mais uma vez estava a exagerar, mas não, a Clara disse-me que podia continuar.

Eu nem queria acreditar no que ouvia!

Pois se eu já tinha escolhido quase cem livros!

Não me fiz rogada, continuei nas prateleiras em busca de mais brinquedos extraordinários e comecei a imaginar os olhos de espanto dos meninos quando alguém lhes lesse o que estava dentro…

Na verdade também imaginei o quanto me deixaria eu encantar quando os lesse, para depois conseguir encantar quem me ouvisse. E de como gostaria de encontrar um livro mágico que a todos fizesse gostar de ler e descobrir tudo o que pode sair de um livro!

A tarde passou num ápice, no fim tínhamos três enormes caixas de livros que eram assim como que três caixas de tesouros que vão tornar mais ricos todos os que ousarem lê-los!

A Clara não sabe que sem querer me ofereceu a melhor prenda de Natal que alguma vez tive.

É certo que para casa só trouxe um livro, mas quando penso que todos aqueles livros vão fazer parte da biblioteca da minha escola que todos os meninos vão poder mexer-lhes o maravilhamento apodera-se de mim!

O Avô haveria de ficar contente se pudesse contar-lhe!