domingo, 25 de julho de 2010
MERGULHAR NA RELVA...
sexta-feira, 23 de julho de 2010
O Barquinho
Dia de luz, festa de sol
E o barquinho a deslizar
No macio azul do mar
Tudo é verão, o amor se faz
No barquinho pelo mar
Que desliza sem parar
Sem intenção, nossa canção
Vai saindo desse mar
E o sol
Beija o barco e luz
Dias tão azuis
Volta do mar, desmaia o sol
E o barquinho a deslizar
E a vontade de cantar
Céu tão azul, ilhas do sul
E o barquinho, coração
Deslizando na canção
Tudo isso é paz
Tudo isso traz
Uma calma de verão
E então
O barquinho vai
E a tardinha cai
terça-feira, 20 de julho de 2010
O Mar Sobe Ao Céu

O mar sobe ao céu
nas claras manhãs de inverno
soprando um lençol diáfano
de espuma.
O sal vem até nós
com a suave violência
da brancura insuportável.
Hoje é o dia
o momento
a hora inadiável.
Cada dia
é o derradeiro sopro
da flauta da criação.
Vem
por isso
vem
peixe de prata.
Mar de prata.
Tudo é prata
no teu corpo escandaloso
recebendo o beijo lento
desta luz coada
pelos recortes de uma renda grossa
na janela.
domingo, 18 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
MARAMAR...MARAMOR...FINAL FELIZ!
(Com Música de Christine Sèvres, Jean Ferrat e Marie Laforet)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010

Pus-me à noite a ouvir o mar
Que o mar só fala com quem o entende
Com quem o sabe escutar
Com quem o quer desvendar…
Que me dirá o mar?
Aquilo que quero
Ou o que não quero escutar?
Mas se eu só quero o seu silêncio
O seu doce marulhar
Como haverá o mar de me falar?!
Talvez eu possa ser lua sobre o mar
E cair na água como um pássaro!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
No Cais
Quando, sobre o morro,
o entardecer se entorna,
mansa, surdina ténue,
magoadamente, a morna
conquista os longes,
perdida vagamente além,
busca de búzio- eco,
búzio que a praia não tem.
E a Menina alheia o coração…
Barcos inesperados na abordagem,
barcos previstos na largada…
Que mistérios levarão, trarão
de ilhas na distância, de coral,
emersas no coração do mar?
O coração da Menina está doente…
Os pássaros
Trazem a noite na canção…
Madura como seara
a alma da Menina
aguarda mão
que a levará plo Tempo,
longamente, além…
… na tranquilidade de saber nada,
à toa, simplesmente à toa,
sem olhar a estrada…
Agostinho Gomes in Ilha Verde
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde
“ Hoje sei que o amor dos outros não se adia”.
“Sabemos todos já, amigos, que há vida e morte. Também isso temos de aprender.
Não fiquem tristes por isso. Vejam como as flores nascem quase transparentes da terra, como as podemos olhar à luz do Sol, e morrem, para de novo nascerem.”
Matilde Rosa Araújo in O Sol e o Menino dos Pés Frios
domingo, 4 de julho de 2010
Um palácio no meio do Mar…
Apetece-me ter um palácio,
No mar
Pequenino
Onde ninguém me conheça
Onde ninguém me minta
Onde ninguém me aborreça.
Apetece-me um palácio,
Onde possa vestir-me de vento
E espanto
E sempre sonhar, sonhar
Apetece-me um palácio
Cheio de sol
E de sal
Um palácio
Onde possa respirar o mar!



