quinta-feira, 15 de julho de 2010
MARAMAR...MARAMOR...FINAL FELIZ!
(Com Música de Christine Sèvres, Jean Ferrat e Marie Laforet)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
domingo, 11 de julho de 2010

Pus-me à noite a ouvir o mar
Que o mar só fala com quem o entende
Com quem o sabe escutar
Com quem o quer desvendar…
Que me dirá o mar?
Aquilo que quero
Ou o que não quero escutar?
Mas se eu só quero o seu silêncio
O seu doce marulhar
Como haverá o mar de me falar?!
Talvez eu possa ser lua sobre o mar
E cair na água como um pássaro!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
No Cais
Quando, sobre o morro,
o entardecer se entorna,
mansa, surdina ténue,
magoadamente, a morna
conquista os longes,
perdida vagamente além,
busca de búzio- eco,
búzio que a praia não tem.
E a Menina alheia o coração…
Barcos inesperados na abordagem,
barcos previstos na largada…
Que mistérios levarão, trarão
de ilhas na distância, de coral,
emersas no coração do mar?
O coração da Menina está doente…
Os pássaros
Trazem a noite na canção…
Madura como seara
a alma da Menina
aguarda mão
que a levará plo Tempo,
longamente, além…
… na tranquilidade de saber nada,
à toa, simplesmente à toa,
sem olhar a estrada…
Agostinho Gomes in Ilha Verde
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde
“ Hoje sei que o amor dos outros não se adia”.
“Sabemos todos já, amigos, que há vida e morte. Também isso temos de aprender.
Não fiquem tristes por isso. Vejam como as flores nascem quase transparentes da terra, como as podemos olhar à luz do Sol, e morrem, para de novo nascerem.”
Matilde Rosa Araújo in O Sol e o Menino dos Pés Frios
domingo, 4 de julho de 2010
Um palácio no meio do Mar…
Apetece-me ter um palácio,
No mar
Pequenino
Onde ninguém me conheça
Onde ninguém me minta
Onde ninguém me aborreça.
Apetece-me um palácio,
Onde possa vestir-me de vento
E espanto
E sempre sonhar, sonhar
Apetece-me um palácio
Cheio de sol
E de sal
Um palácio
Onde possa respirar o mar!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Todo Este Céu
São os teus braços sim, cuida de mim
Basta-me um gesto, porém, abraça-me bem
Bem no teu colo
Chega-me mais a ti, um pouco mais...
Suavemente assim tudo por fim são mágoas que eu consolo bem no teu colo
Todo este céu de pássaros e tons muito assombrados traz o teu ser tão bom, todo este som, decerras o meu véu...todo este céu
Lançado à Terra sob restingas e ilhéus, nas sombras de asas... Lembram a ausência de um beijo, um último adeus
Só teu afago me espera lançado à Terra
E qualquer coisa acontece no mais alto dos céus
Qualquer coisa no fundo do meu coração,mas não sei das trevas nem da luz
Pois sem ti não há nem céu nem chão
E se a noite já ronda a minha cruz luz nas trevas, minha paixão
Abraça-me bem,Cobre meu corpo enfim nesse agasalho
São os teus braços sim, cuida de mim
Basta-me um gesto, porém, abraça-me bem
Chega-me mais a ti, um pouco mais...
Suavemente assim tudo por fim são mágoas que eu consolo bem no teu colo
Bem no teu colo...
domingo, 27 de junho de 2010
“O sítio certo para nunca ser ninguém”
Cansam-me as vidas” videirinhas “, de gente sem ambição, gente que não quer mais, não quer ser diferente. Gente, que não leva a ternura ao exagero, que não ama o longe e a miragem. Cansam-me as vidas emaranhadas, de gente que nunca sabe a sua razão de ser dia, gente formatada e conformada!
Ah! Se pudesse ensinar-lhes a música do mar que em mim navega! Se pudesse ao menos dizer-lhes, que todos os dias olho o céu com o mesmo fascínio e espanto, e o mar como um mistério!
Talvez se tornassem, mais solidários, inconformados, solitários …
Talvez se apercebessem que só temos os abraços que damos, que vale a pena dizer na cara o que não devemos e nem sequer é preciso frequentar os sítios recomendados, basta simplesmente que sejamos nós!



