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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

ANJO SEM PRESÉPIO


 Francesc Català Roca




Perdeu-se o pobre do anjo
coitado não sabe o caminho
perdeu o mapa da gruta
onde está Jesus Menino

Fartou-se de olhar o céu
à procura de uma estrela
mas havia tantas nuvens
que não o deixaram vê-la

E agora o que faria
já farto de andar à chuva
sem estrelas e sem mapa
a quem pediria ajuda?

Sentou-se então o anjinho
sentou-se e pôs-se a pensar
não é por faltar um anjo
que não se faz o Natal!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sábado, 24 de dezembro de 2011

O SEGREDO DO NATAL





It's not the glow you feel
When snow appears
It's not the Christmas card
You've sent for years

Not the joyful sound
When sleigh bells ring
Or the merry songs
Children sing
 
The little gift you send
On Christmas day
Will not bring back the friend
You've turned away

So may I suggest, the secret of Christmas
It's not the things you do
At Christmas time but the Christmas things you do
All year through

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

QUASE NATAL...




Depois de um verão que resolveu entrar pelo outono dentro e que nos fez pensar que andávamos com as voltas trocadas. Eis que tudo volta à normalidade e o Natal se aproxima a passos largos… dezembro é sempre um mês pequeno para o muito que há para fazer.

O Natal chega à escola sempre vindo de fora. Normalmente com os catálogos dos brinquedos que vão caindo nas caixas do correio dos pequenos e cuja multiplicidade de escolha não torna nada fácil a escrita da carta ao Pai Natal. 

Nas ruas as luzes conferem às noites um ar festivo e especial. Noites que se querem regadas a chá e chocolate quente e onde o quentinho da lareira sabe tão bem! Aparece a árvore de Natal, o presépio e assim começa em casa e na escola a história de mais um Natal.

Os pequenos contam na sala que em casa já enfeitaram o pinheiro. Para que todos tenham uma ideia da sua árvore de natal resolvem desenhar e nascem no papel árvores mágicas e todas diferentes. O Pai Natal também tem direito a desenhos e é difícil eleger um preferido.

Chegam também amigos para falar das tradições de Natal de outras bandas…

Mães que ensinam a fazer pão doce e presépios…

Amigos que contam a verdadeira história de Natal e outras…

Os pais que enchem de poesia o pinheiro de Natal que está mesmo na entrada da escola. Pinheiro onde todos foram convidados a deixar um poema ou mensagem solidária…

Os cartões que escrevemos para os amigos…

A ida ao cinema para ver a história do ursinho Pooh…

O musical “A cigarra e a Formiga”…

E o enorme saco de presentes que o Pai Natal deixou cair mesmo em cima do telhado da nossa sala…

Quando regressarem em janeiro os meninos terão certamente muito que contar mas na escola, o Natal só volta para o ano!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Finalmente Natal





Dezembro tinha chegado finalmente e em breve os cheirinhos e os sabores tão desejados do Natal.

O Natal da minha infância começava com quinze dias de antecedência. A casa enchia-se de cores, eram os arranjos sobre as mesas e os aparadores que as mãos da Avó esculpiam como verdadeiras obras de arte.

A árvore de ramos verdes e agulhados, que quase chegava ao tecto da sala e da qual pendiam bolas coloridas, pássaros dourados, bonecos de neve, palhacinhos, cornetas... E o presépio, preparar o presépio era o ritual que eu mais gostava. As crianças da casa iam com o Avô buscar o musgo ao jardim, este era colocado em cestinhos que cada qual levava para depois ser distribuído pelo chão da sala, onde juntos construiríamos a verdadeira história do Natal.


Lembro que no meu cesto vinha sempre pouco musgo, costumava perder-me com pedrinhas, flores raras e cogumelos. Aos cogumelos achava-os fascinantes, pareciam chapéus-de-sol ou de chuva, quem sabe protegiam seres mágicos… Houve até um ano em que um dos meus cogumelos ficou a proteger o Menino Jesus. O Avô achava piada às minhas invenções e eu penso que foi o presépio mais bonito que fizemos.

Mas o que eu gostava mesmo era de colocar a banda de música perto da cabana do menino. Parecia-me tão bonita a ideia de o nascimento de alguém ser festejado com música. A banda tinha um músico que tocava realejo a sério, era tão bonita aquela música…era como se traçasse um caminho para o sonho, a verdadeira essência da vida. Parece-me ainda ouvi-la, vem de um tempo longe, muito longe.

Como longe estão alguns dos que muito me amaram.


Todas as mãos que destinavam, cores, cheiros e sabores ao meu Natal, tinham desaparecido num tempo já passado. As da Avó e da Ana que tinha mãos de fada para a doçaria. Mãos que sabiam de bolos e doces cujos sabores estão já arrumados na memória. O bolo de figo, os formigos e o arroz doce os meus preferidos, ninguém sabia faze-los como Ana. Os doces iam sendo distribuídos pelos aparadores, intervalados com ramos de azevinho e pratinhos com gomos de tangerina dispostos em forma de meia-lua, estes seriam para acidular de vez em quando as doçuras.

Depois vinham os primos, os tios, os amigos, finalmente era Natal. Que saudades de tudo aquilo, das corridas pela casa, das brincadeiras, das canções tocadas pela Avó ao piano… Onde estava tudo aquilo?

Aquela felicidade da menina que fora…

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Menina e o Pai Natal


A canção foi composta em 1960 por George Brassens mas eu prefiro-a na voz inconfundível de Barbara.

Um Natal doce e terno a todos os que por aqui passam.



domingo, 19 de dezembro de 2010

Rio cheio de Lua





Uma vez li qualquer coisa parecida com,” há lugares que são como os livros e canções”. Talvez seja por isso que estou
sempre a voltar ao rio. Tal como fiz ontem.

Queria estar longe deste Natal que nunca foi o meu, de toda esta gente que de loja em loja anda feliz comprando mais uma inutilidade. Às vezes acho que também me apetecia ser assim, andar pela rua feliz e contente fazer de conta que ninguém dorme na rua, que todos têm aquilo a que têm direito!


Mas que chatice ”tenho ouvidos e vejo” por isso sei que o natal está muito, muito longe daqui! E fico tão triste! Talvez
eu esteja só cansada, viver não é tarefa fácil e cansa... Por isso fugi para o rio em busca de alguma serenidade.


A tarde estava cheiinha de sol, não fosse o vento frio e ninguém
diria estarmos em Dezembro. Não estivesse já a noite a tomar a tarde e ter-me-ia metido num dos barcos, é tão bonita a cidade vista do rio.


Mas não, fiquei à margem...
Não sei quanto tempo ali fiquei porque de repente o rio encheu-se de lua.

Uma lua encantada e misteriosa...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NATAL...antes do NATAL

Com toda a ternura do Natal que há-de Vir...



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

UM NATAL QUE ERA O MEU...


O Natal que era o meu...

Mal começavam as férias, aí íamos nós a caminho da casa dos avós maternos. Eu, minhas irmãs, as primas Francina e Paula e já bem pertinho da noite de Natal, os primos e tios do Porto e Coimbra.


Os preparativos para a festa eram a minha parte preferida. Costumava ir com o avô António à papelaria\livraria,do senhor Gouveia, buscar os livros que o avô tinha encomendado para oferecer. A mim cabia-me a honra especial de escolher as bolas para o pinheiro e, eram todas tão bonitas e brilhantes, que a escolha se revelava tarefa bem difícil.Depois havia que colocá-las no pinheiro com todo o cuidado, pois como eram de casquinha de vidro partiam ao mínimo toque.Todos os netos ajudavam a enfeitar o pinheiro e claro a fazer o presépio.Do ritual do presépio,ir ao musgo era outra das minhas tarefas favoritas,era a altura em que podia mexer na terra e sujar-me sem ouvir um ralhete de minha Mãe.


Com a casa enfeitada, as brincadeiras e gritaria em crescendo o Natal estava cada vez mais perto...Pela casa,sentiam-se agora os cheiros do Natal, cheiros que punham na mesa , a aletria tão do agrado do avô,o leite creme,as rabanadas ,as filhós ,os bolos de figo e noz, os formigos ,os meus preferidos, e tantas iguarias,que faziam as delicias de famila e amigos... Ao jantar comia-se o tradicional bacalhau com todos,só o tio Manel substituia o bacalhau por raia,havia também arroz de polvo e esparregado de penca.


Acabado o jantar ,assistiamos a pequenas peças de teatro que meu avô e meus tios preparavam,era sempre uma enorme risota...Depois a avó Mila acompanhava ao piano,as canções que toda a familia cantava...


De repente... Um barulho enorme vinha da cozinha,imaginem ,o Pai Natal tinha atirado pela chaminé um enorme saco de prendas que demorava algumas horas a distribuir por toda a familia. No meio de toda aquela excitação,chegava a hora de ir para a cama...Não sem antes pôr o sapatinho na chaminé,o Menino Jesus viria durante a noite para deixar o presente que guardo com mais ternura no meu coração...


A saquinha de pano cheia de fantasias de chocolate.Carros, bonecas,sinos ,flores ...tudo de chocolate,era uma espécie de saquinha mágica,dela, mais do que chocolates , saíam histórias, jogos , canções,mil e uma ternuras...


Ah, como sonho encontrar em cada manhã de Natal a saquinha mágica, dos natais da minha infância.