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domingo, 13 de abril de 2014

BARCO VESTIDO






Na minha infância eu tinha um barco parado no vestido…

E como adorava pôr o barco a baloiçar

Simular viagens

Flutuar na água apetecida

Na minha infância eu tinha um barco parado no vestido…

Um barco que os peixes afundaram

E que hoje flutua na ausência.



terça-feira, 4 de março de 2014

SAUDADES


    ( Imagem retirada da web )



Na estação

Sucedem-se os comboios de saudades…

Vazios de ti.

sábado, 25 de janeiro de 2014

OLHAR


                           Brassai



Fecho os olhos para regressar aos teus

Aos lugares onde já estivemos…

Ainda que chovesse ou fizesse frio

Esperava-te na soleira da porta

E quando chegavas e me abraçavas

O meu coração ficava doido de alegria

E a minha vontade tornava-se tua

Fecho os olhos…

E lá estou eu, sentada

Não sei há quantas luas

Esperando os teus olhos…

Os olhos que amo e não conheço.

domingo, 29 de dezembro de 2013

MEDO DE MORRER SEM TI





O médico dissera que lhe parecia coisa de gente sensível. Coisa de para quem o natal já não é o que era…

Ela sabia-o…

Mas teve medo!

Medo de não ter tempo de dizer tudo. (embora não saiba como se faz.)

Medo de não olhar mais o horizonte da janela

De ficar ali entretida a descobrir quão longe fica o longe

De correr na praia, voar na brisa…

Teve medo…

De não colocar mais o colar de conchas e fingir-se sereia…

De não mais se aninhar nas rochas a decifrar o vento

De não mais experimentar coisas que só se sentem em abraços

Mas o seu maior medo

Era o de não ter escrito na areia:

-Hoje, tive tanto medo de morrer sem ti!

domingo, 24 de novembro de 2013

SEM SOMBRA


Hannah Sommerville



Procuro as mãos da Avó

Por entre o linho e o rosmaninho do lençol …

As mãos

Que me poisavam nos cabelos para tornar leve o sono…

Mãos

Que gesticulavam histórias e me aconchegavam o sonho.

Procuro as mãos da Avó…

Agora só sombras de memória

Coisas que amamos

Mesmo perdidas.