terça-feira, 6 de setembro de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Fui à beira do mar
Ver a que lá havia
Ouvi uma voz cantar
Que ao longe me dizia
Ó cantador alegre
Que é da tua alegria
Tens tanto para andar
E a noite está tão fria
Desde então a lavrar
No meu peito a Alegria
Ouço alguém a bradar
Aproveita que é dia
Sentei-me a descansar
Enquanto amanhecia
Entre o céu e o mar
Uma proa rompia
Desde então a bater
No meu peito em segredo
Sinto uma voz dizer
Teima, teima sem medo
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Caír no Arco-íris
You used to dream yourself away each night
To places that you'd never been
On wings made of wishes
That you whispered to yourself
Back when every night the moon and you
Would sweep away to places
That you knew
Where you would never get the blues
Well now, whiskey gives you wings
To carry
Each one of your dreams
And the moon does not belong to you
But I believe
That your heart keeps young dreams
Well, I've been told
To keep from ever growing old
And a heart that has been broken
Will be stronger when it mends
Don't let the blues stop you singing
Darling, you've only got a broken wing
Hey, you just hang on to my rainbow
Hang on to my rainbow
Hang on to my rainbow sleeves
(written by Tom Waits)
domingo, 19 de junho de 2011
Há Canções Que São Como Livros
Tenho uma imensa dificuldade em lidar com imitações e a mediocridade irrita-me de sobremaneira. Detesto os que tentam vender-me o mundo a prestações, o deles claro!
Não gosto de gente com pré conceitos e cheia de preconceitos, olhares formatados e obtusos…
Porque o que o meu olhar vê pode ser só meu e ninguém tem nada com isso.
Mas às vezes, descobrimos olhares em outros, que vá-se lá saber porquê sentimos como nossos e que apetece partilhar.
Como o olhar desta canção de Amélia Muge.
Dona de uma voz diferente e por isso impossível de imitar. Voz que não se adapta aos formatos em vigência. Aos formatos do mau gosto, do berro cantante, do poema sem nexo e conteúdo, desses que vão passando insistentemente e diariamente nas nossas rádios.
Dela, uma canção que bem podia ser um livro. Porque há canções em que gostamos de ler como livros e onde descobrimos olhares que são tão nossos!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Amor (Muito Meu)
Há amores que são muito nossos. E os maiores amores são talvez os que o tempo nos guarda e com que nos surpreende de quando em vez. Os maiores amores não se explicam, os maiores amores são até muito difíceis de entender, porque são simples. E as coisas simples escapam ao entendimento porque recusam definições complexas.” O amor é uma cor que dá na vida”, mas jamais alguém definiu o amor. Do amor, só sabemos que precisamos dele, como pão para a boca, embora muitas vezes não saibamos como se diz.
Mas vale a pena tentar. Porque há amores que sabemos para sempre, apesar de nos terem dito já que para sempre é demasiado tempo. Como o tempo desta canção sem tempo, mas que depois de a ouvir com tempo, ficamos a amar para sempre. Do autor cantor, direi é um amor meu de perdição. Da canção, que não conheço nenhuma de amor mais bela. E que quero um amor assim. Muito meu.
Amor (Muito Meu)
Como posso dizer-te, para que me fosse simples,
para que te fosse verdade, que de vez em quando
me sei tão perto de ti.
Sim, canto e sei-te perto de mim.
Sim, ouves-me e penso que nunca me atrevi a dizer-te sequer
o quanto devo agradecer-te, por todo este tempo que levo amando-te.
Pelo caminho que fizemos juntos,
com alegria, com tristeza, mas juntos.
Houve momentos em que duvidei das minhas palavras,
mas tu deste sempre luta.
Por tudo isto e pelo que não digo,
Quero agradecer-te por todo o tempo que levo amando-te.
Amo-te sim…
Talvez timidamente, talvez sem saber amar-te.
Amo-te e tenho ciúmes e valho muito pouco se me negas a tua ternura.
Amo-te e sou feliz, quando me contagias com a tua força.
Passarão os anos e talvez tenha de dizer-te adeus, pergunto-me como aceitarei que assim seja,
se saberei acostumar-me à tua ausência.
Mas isso é outra história.
Agora só quero agradecer-te o tempo que levo amando-te.
Amo-te sim…
(Tradução Livre, Minha)
